Conhecendo o Código Brasileiro de Autorregulamentação do Marketing Direto

file2091263251602.jpgO Marketing Direto pode ser entendido como a parte do Marketing que está mais ligada às ações de vendas ou captação. Essa metodologia utiliza uma ou mais mídias para alcançar respostas ou transações do público alvo, e também para simplesmente gerar uma ação de relacionamento que desenvolva uma espécie de encantamento, admiração por parte do público que deseja atingir. Para alcançar esses objetivos são utilizados, na maior parte das vezes, seguimentos de listas ou veiculação de anúncios que estimulem respostas (call to action, cupons e etc.)

Agora vamos falar sobre o Código Brasileiro de Autorregulamentação do Marketing Direto, que foi aprovado no dia 12 de março de 1997. O Código de Ética da Associação Brasileira de Marketing Direto (ABEMD) constitui a autorregulamentação do setor de marketing direto no Brasil, apresentando normas com o objetivo de informar, tanto os consumidores quanto as organizações que atuam nesse setor, os princípios de conduta de aceitação nacional e internacional.

O Capítulo 1 do Código trata dos Termos da Oferta. Nele encontramos tópicos sobre honestidade, clareza, padrões morais, publicidade para crianças, uso da palavra "grátis" e outras semelhantes, propaganda comparativa, garantias, entre outros termos. Podemos considerar esse capítulo como sendo regras gerais para a prática do marketing direto. Veja abaixo algumas diretrizes que devem ser seguidas:

- As ofertas devem ser claras, precisas e completas, para que assim o consumidor conheça exatamente o que está sendo oferecido, isso inclui informações sobre eventuais taxas extras e as condições de pagamento. Os agentes de marketing direto devem estar sempre preparados para comprovar todas as afirmações anunciadas.

- Não podem ser utilizados materiais de comunicação que, por conta de suas dimensões reduzidas, localização ou outra característica, possam afetar a clareza da oferta. Também não poderão ser feitas ofertas ou solicitações sob o pretexto de pesquisa ou similar, quando na verdade o objetivo é a venda.

- Referências a quaisquer limitações, como tempo e quantidade, devem estar expressas no material de divulgação, e serem cumpridas. As ofertas de opção negativa (aquelas que exigem manifestação de não aceitação pelo consumidor) são proibidas pelo Código de Defesa do Consumidor.

O capítulo 2 fala sobre o Atendimento. Aborda temas como segurança, deixando claro que os produtos e serviços devem atender à legislação vigente; disponibilidade, sendo que só podem ser oferecidos produtos e serviços quando eles estiverem disponíveis e houver previsão de entrega ou fornecimento; prazo de entrega, enfatizando que, quando não for especificado o prazo de entrega, ela deverá ser realizada em 30 dias a contar do recebimento do pedido pela empresa; igual oportunidade de crédito, em que devem sempre apresentar formalmente as razões da recusa de um pedido de crédito, quando solicitado.

O Código ainda conta com capítulos inteiros destinados às listas de dados (leads) e ao telemarketing. Em um próximo texto vamos falar sobre eles, aprofundando mais no assunto. Para ler o Código Brasileiro de Autorregulamentação do Marketing Direto acesse o link: http://www.abemd.org.br/pagina.php?id=23